sábado, 18 de julho de 2009

A VITÓRIA

Mensagem enviada pela amiga Reem...

Quer vencer os desafios? Confie em Deus!
Quer ser bom no que faz? Pratique!
Quer alcançar o objetivo? Jamais desista!
Quer crescer? Tenha raízes!
Quer ver resultados? Persevere!
Quer ser feliz? Esqueça o passado!
Quer falar bem? Escute melhor!
Quer aprender? Persista em ler!
Quer realização pessoal? Sirva!
Quer fazer diferença? Pague o preço!
Aqueles que nada fazem e esperam algum tipo de vitória estão enganados.
A vitória é dos que lutam, dos que agem, dos que "saem do porto".
A vitória é dos que se arriscam para alcançar o alto da montanha.
( Edilson Ramos )

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Era uma casa muito engraçada...

Seguimos com o dilema de encontrar uma casa com água encanada. Passamos os últimos 3 dias mais ou menos nessa... verdade que estamos um pouco estressados com isso para começar a pensar nas atividades aqui, chegar a ter uma rotina... efetivamente. Começa a tomar uma proporção maior ter tudo dentro de mala, não ter as coisas em volta muito limpas e... não ter uma pia ali logo em seguida! O problema é que se tentamos nos instalar melhor (mesa, armário, etc) se torna mais complicado fazer a mudança novamente, pôr de volta as coisas na mala e transportar tudo de novo. Lembrem-se: não tem táxi, apenas carrinho de mão!

Fomos ver 3 casas. Interessante como o conceito de casa é diferente. Até agora em nenhuma delas tinha o que podemos chamar de cozinha. A primeira que visitamos é enorme, fora alguns detalhes também não tem água corrente... então descartada. A segunda até tem um vaso sanitário e uma ducha dentro da casa, mas não tem pia, somente uma torneira no chão junto da ducha. Sem contar que além de grande, as paredes estão muito sujas e o banheiro... uf! Teríamos um certo trabalho para deixá-la habitável. A que vimos hoje é relativamente boa, tem banheiro dentro de casa e é nova, mas não tem ainda água corrente... mas tem vaso sanitário! O Youl e o Youssef, que estão nos ajudando, dizem que por aqui não tem muitas "casas europeias", "vocês brancos, pra ir no banheiro, sentam como se fosse numa cadeira, nós não, é no joelho mesmo!" Engraçado, nunca pensei que fosse tão complexo ter água encanada e, sobretudo, uma pia, um vaso sanitário. Será que pra eles somente os europeus têm banheiro dentro de casa? Europeu=branco? Acho que não precisamos contar aqui muitos detalhes dessa parte de banheiro, ? Não tenho aqui dados concretos, mas pode ser que realmente uma boa parte da população mundial vive nessas condições, melhor, o que nós brancos chamamos de "condições". Quanto à cozinha... os africanos ficam boa parte do tempo fora de casa, no quintal. Cozinhar é à lenha, no chão... faz um certo sentido ter que ser fora de casa ? Com esse calor que faz aqui ter uma "lareira" dentro de casa é desnecessário!!! Mesmo assim estamos estudando como adaptar as coisas aqui onde estamos, se a solução for ficar (pois não encontramos até agora nada que valha à pena). Hoje compramos um fogãozinho à gás, de 3 bocas... pelo menos para podermos cozinhar algo mais familiar e um penico para eventais emergências. Ontem à noite choveu torrencialmente... e ai? Como fica?

Mudando de assunto... porque não é isso que temos feito por aqui... ainda na quarta, depois do desfile e fotos da noite anterior, uma vizinha veio pedir para tirar fotos dela com uma roupa tradicional também. Dessa vez foi rápido, a Francine trocou de roupa para tirar foto com ela. Interessante ver que pra eles ainda é algo diferente tirar foto! Ontem eu tive uma ideia para poder tirar fotos por ai! Chamei o Azer (filho da Francine, 9 anos) e a Leticia (uma das irmãs da Francine que está passando as férias aqui, 12 anos) para passear e tirar fotos dos animais! Foi uma festa!!! Comecei com os dois e teve uma hora que contei, devia ter umas 20 crianças em volta de mim. Eles entravam em outras casas, falavam com os vizinhos, tiravam fotos dos bichos, das crianças, dos velhinhos... engraçado, mais gente atrás da camêra do que na frente para ser fotografado! Uma briga pra ver como a foto ficou, como se fosse desaparecer no minuto seguinte! Foi divertido, me deu um levante e me emocionou ver a criançada se divertindo com algo diferente pra eles.

A noite o Pierre inventou de fazer crepes! Uff! Que bagunça! Trouxemos o fogãozinho à gás da Francine, fizemos a massa, molho, banana, côco ralado, leite condensado... mas não visualizem o crepe que conhecemos... foi quase isso! O Azer consegue tirar fotos direitinho e ele tirou algumas desse evento. Ah! A Leticia veio perguntar se ela podia passar a mão nas minhas pintinhas (no braço)... fofa ? Eles ficam muito curiosos, ela fez uma cara engraçada "mas o que que tem dentro?"

No mais... Eric hoje teve uma reunião com um outro senhor importante, o Fidélé Toe. Esse senhor trabalha com um pouco de tudo, ele foi um dos responsáveis pela criação da UGCPA, faz documentários, participa de associações, conhece todo mundo, etc. No final da reunião Eric comentou de mim, ele se prontificou logo em me apresentar num projeto daqui. Horas depois da reunião ele aparece aqui em casa, com um livro pro Eric e um documento do tal projeto pra mim, trata-se do WEDUS... um projeto que tem aqui em Dédougou sobre inclusão digital. Mando noticias sobre... ele disse que se eu me interessar ele vai me levar . Com isso ele comentou que tem que nos apresentar para as autoridades daqui, que é muito importante sermos apresentados e saludar os burquinabeses através de um "local". Bem... estamos agradecidos por mais essa!

"Ninguém podia fazer pipi, porque penico não tinha ali ...
mas era feita com muito esmero na rua dos bobos, numero zero"

terça-feira, 14 de julho de 2009

Le 14 juillet - 8° dia

Não estamos na França mas até que foi um dia de festa... podemos dizer. Comecei lenta porque não dormi bem hoje. Eric foi para a UGCPA (União de Grupos de Agricultores para a Comercialização de Produtos Agrícolas , onde ele fará parte do seu trabalho) e eu fui no mercado da cidade com a Anne, a Francine e o Samsum. O mercado é feio e sujo, mas muito divertido! Compramos os ingredientes para fazer pratos tradicionais a pedido da Anne que vai embora amanhã cedo.

Praticamente comemos a tarde inteira. O prato principal era o Farô, um feijão branco que é batido no pilão, passado no moinho (o pilão eles têm em casa, mas para o moinho as crianças levaram num lugar da vizinhança), batido com cebola, alho, um pouco de água e um produto natural (?) para dar consistência e diminuir os efeitos "gasosos" da digestão do feijão. Essa pasta é colocada em saquinhos de plástico e cozida no vapor. O Farô é então servido com molho de tomate, cebola e pimentão (molho vegetariano feito especialmente por nossa causa). Enquanto tudo isso ia acontecendo tivemos pratos de entrada: o Aloco (banana frita) com pão e também um bolinho frito da massa do feijão (base do Farô). E depois do Farô ainda teve um biscoitinho salgado de amendoim.

No início da noite a Francine e a Sylvie (sobrinha) trouxeram um monte de roupas tradicionais para Anne e eu experimentármos... foi um desfile com direito a sessão de fotos! Nos divertimos muito.

A noite saímos com o Pierre e a Anne para brindar a Revolução Francesa! e voltando para casa a Francine tinha preparado novamente o ! Mas dessa vez não dava mais pra comer!

Hoje a Sylvie lavou a nossa roupa (na mão). Ela cuida da casa e da Enice (a bebê). Diz o Pierre que geralmente as meninas trabalham desde cedo para juntar dinheiro para ter um dote de casamento. Bem, assim ela nos ajuda, melhor, nos tira do sufoco e ajudamos também!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Kaizer e Onatel - 7° dia

... hoje foi o terceiro dia que comi omelete com pão! Tem sim uma parte disso que é se acostumar com a comida, mas é também -principalmente - por causa do calor e da quantidade que eles colocam no prato. Umas duas vezes que comemos em restaurante pedimos para colocar pouca comida, a metade do que eles colocam na tigela. Mas não sei porque eles dizem "ok" e trazem o prato cheio! Não aguento comer tudo e fico chateada de deixar comida no prato... diz a Anne que depois eles dão para alguém, mas mesmo assim fico sem graça... e então o omelete é uma opção de menor quantidade e menos "pesada" que as comidas mais comuns.

Bem, depois do omelete fomos encontrar o Youl para comprarmos a mobilete do Eric (não tem ônibus, nem táxi né!). Ele foi com a gente, é muito importante ter um "local" por perto! Preço para "branco" é diferente e como em todo lugar novo, podemos ser enrolados. Tudo ok, mas por aqui novo não quer dizer novo... são coisas diferentes! A moto zerada veio com vários arranhões e o farol rachado mas não tinha alternativa... bem, ao menos serviu pra conseguir um desconto a mais. Os arranhões, acabamentos, esses detalhes para eles não são nada, não tem a mínima importância e não tem como "reclamar"! Enfim...

Youl me mostrou a barraquinha dele e me deu de presente uma pulserinha de couro e para o Eric um chaveiro com um elefante esculpido em madeira para a nova moto! Ele faz coisas lindas e instrumentos musicais também! Podem fazer encomendas!

Em posse do nosso meio de transporte fomos atrás de Internet e temos também um meio de comunicação! Até conseguimos falar com nossos pais por skype, mas corta bastante. Como a conexão se pela rede da Onatel (celular), ainda estamos testando o melhor horário, com pouca "demanda".

domingo, 12 de julho de 2009

Youl - 6° dia

Passamos praticamente nosso domingo conversando com o pessoal aqui. Fomos almoçar num restô com o outro casal de brancos (o Pierre e a Anne)... arroz com molho de legumes e carne. Nos divertimos com as crianças e com um cabritinho que parou aqui no quintal.

Fomos num maquis comemorar nosso primeiro mês de casados em grande estilo e encontrar o Youl, amigo do pessoal. Ele é artesão e namora a Rosane, uma canadense da ONG Engenheiros sem Fronteiras que trabalha aqui (não a conhecemos ainda, ela está no Canadá passando férias). Foi o Youl quem ajudou o Pierre a encontrar a casa onde estamos e aproveitamos o clima para pedir a ele ajuda para procurar, quem sabe, uma alternativa... uma casa com infra-estrutura melhor. Ele se prontificou a ajudar, mas ainda bem que falamos com ele junto com o Pierre. foi sério. Ele disse "Pierre, mas você concorda com isso? Porque temos que deixar as coisas bem claras aqui, é importante que eles saibam (Eric e eu) que você pensou muito neles quando procuramos um lugar para vocês ficarem". Tudo ficou bem esclarecido e com a simpatia de sempre ele vai nos ajudar. Mesmo assim a situação parece delicada pois estamos sendo muito bem acolhidos e ajudados tanto pelo Pierre e pela Anne quanto pelo pessoal da cour familiale, e agora pelo Youl. Mas todos parecem entender que é importante também nos sentirmos bem. Vamos ver...

O Youl nos contou um monte de histórias interessantes sobre ele e no Burkina Faso. A história do pai dele é incrível! Resumidamente, ele contou que em 1940 (+ ou -) o pai dele saiu de Dédougou para fazer uma longa viagem (buscando trabalho). Acabou chegando em Bobo-Dioulasso, que nessa época foi palco de conflitos entre o povo local e os colonizadores franceses. Como represália às manifestações dos negros, os colonos franceses determinaram um toque de recolher e matariam todos os homens entre 15 e 30 anos de idade que fossem encontrados na rua durante um certo numero de dias. Chegando na cidade o pai do Youl não sabia de nada e foi logo capturado e levado para uma "prisão" onde estavam muitos homens aguardando para serem executados. Enquanto isso, o rei de Ségur (vindo do Mali) chegou na cidade em busca de seu filho, que havia partido alguns dias e não tinha dado noticia desde então. O rei exigiu a libertação de seu filho e os guardas foram na prisão tentar localizá-lo. O fato é que o filho do rei tinha sido executado, e "coincidentemente" o pai do Youl tinha o mesmo nome do filho do rei, assim ele foi levado pelos guardas para encontrar o rei de Ségur. Mesmo reconhecendo não se tratar de seu filho, o rei disse as guardas que o pai do Youl era seu filho, salvando assim sua vida. E assim o pai do Youl passou a adotar o nome do rei: Colibaly.

Youl também nos contou a história da mãe dele e como ela conheceu o seu pai... peripécias dignas de filme!

sábado, 11 de julho de 2009

Chegando em Dédougou - 5° dia

Tínhamos passagem de ônibus comprada para Dédougou com saída prevista para às 8h da matina. Como tínhamos bastante bagagem e sabendo que o pessoal por aqui não é muito pontual, pedimos um táxi para às 7h. 7h... 7h10... 7h20... 7h30... e vimos que o cara não ia aparecer... e tivemos que ir atrás de um outro táxi. Já começamos o dia "aquecidos"!

Chegamos em cima da hora na rodoviária e um rapaz foi etiquetando as malas (escrevendo na fita crepe o numero das nossas passagens). Ele foi logo dizendo que teríamos que pagar excesso de bagagem: 4000 francos (cerca de 6 euros). "Pra quem?", "Pra mim mesmo" foi a resposta. Alguns minutos depois, com algumas malas dentro do ônibus, um senhor que parecia ser o patrão chega perguntando de quem eram todas aquelas malas! Eu disse que eram minhas e ele também disse que teríamos que pagar excesso de bagagem. Eu: " paguei pra ele ali..." Aí o negocio esquentou! O tal do rapaz pelo jeito tentou pegar o dinheiro pra ele, ele não tinha dado o recibo dos 4000 francos que recebeu (que nem sabíamos que era obrigatorio né?). Depois de uma discussão em língua local, eu com cara de bobo do lado, o patrão colocou o funcionário pra correr, literalmente no braço! Como se não bastasse sermos os únicos brancos do ônibus, nossas malas levaram a toda essa confusão... O ônibus estava cheio! é CHEIO! três de um lado, dois do outro, umas 12 fileiras... e no corredor, tamboretes pro pessoal em pé poder sentar. Ok, tudo devidamente abarrotado, com algumas bagagens, inclusive algumas das nossas, umas motos, bicicletas, geladeira, etc.. amarradas no teto do ônibus... enfim, saímos da rodoviária lá pelas 8h30. Uns quinze minutos depois ele pára em outro ponto de Ouaga para levar mais gente! Detalhe: antes dessa parada o bus estava cheio, inclusive o corredor. O mais surpreendente é que o povo entra no ônibus (com a passagem paga na mão), vê que não tem lugar, dá risada, põe a mala no primeiro espaço que encontra e senta em cima. Não vimos ninguém reclamando... deve ser normal! O esquema é comprar com antecedência, pois os lugares não são marcados mas os passageiros entram no ônibus por ordem de reserva. O engraçado também é que eles chamam os passageiros pelo nome!

No caminho para Dédougou? A pobreza no seu limite extremo, crianças trabalhando no campo e árvores lindas. Tivemos uma parada em Koudougou e comemos sanduíche de abacate com cebola e ovo cozido... acreditem: é gostoso!

Chegamos em Dédougou por volta das 14h e o Pierre estava com a Francine (nossa nova vizinha) nos esperando. E desce bagagem... baú, geladeira, bicicleta, etc... agrupadas as malas eu tive a ingenuidade de perguntar por um táxi. A resposta foi uma risada "aqui não tem disso não!" PS: mais tarde a Francine disse "em Ouaga sim tem táxi de verdade!" A solução: chamamos um cara pra levar nossa "mudança" num carrinho de mão. E de novo ficamos com cara de bobos, o cara era um armário e pagava as malas como se fossem travesseiros, inclusive o baú de ferro que sofremos pra carregar a dois! Ele puxou na mão o carro de mão por uns 3 Km num sol de 40°! Discutindo o preço ele ainda manda essa: "sobe todo mundo que eu levo por 2000!" (3 euros). Bem, não foi preciso pois foram nos buscar de moto! Ufa!

Chegando na cour familiale a Francine tinha preparado o uma espécie de angu branco com dois molhos (?)... foi a primeira vez que a Ju comeu com a mão! Caiu bem no frescor dos 40° depois da viagem tranquila! Fomos muito bem recebidos pela família e pela cadela (que se chama "Paciência"). Foi até difícil de retribuir o acolhimento e a alegria deles, pois quando chegamos nos demos conta (não totalmente surpresos) de que apesar de a casa ser nova, recentemente construída, não tem água corrente, nem banheiro e nem cozinha. Como se trata de uma cour familiale "tradicional" no terreno entre a nossa casa e a deles tem um cercadinho com uma fossa, que seria o banheiro e uma casinha (dessa vez com telhado) com uma espécie de fogão a lenha. Pelo momento ficamos por aqui porque esse assunto é delicado, decidimos procurar um outro lugar para ficar mas estamos sem graça de sair daqui depois de tão caloroso acolhimento e do bom clima com a família e com o Pierre que havia "escolhido" essa casa pra gente dividir.

Continuando nossa chegada, fomos comprar nosso colchão, mosqueteiro e ventilador - kit básico de sobrevivência! Fomos acompanhados pelo Pierre, pela Anne e também pela Francine e pelo SamSum (seu cunhado que também mora na cour). E ainda mais que em Ouaga (que é uma cidade maior e onde tem mais brancos) chamamos bastante atenção na rua! Todo mundo vem falar, cumprimentar e desejar boas-vindas! Os mais velhos vem mesmo falando na língua local e o povo se diverte com a gente tentando repetir o que eles dizem! Realmente impressionante! Com a ajuda dos "locais" foi tudo mais fácil de resolver e logo voltamos para casa com a "urgência" resolvida!

Bem... para fixar o mosqueteiro, perguntei para o Pierre como ele tinha feito e ele disse "na mão". Então pega gancho e gira, gira, gira...depois de meia hora os ganchos na parede com uma ajudinha do esparadrapo! Boa a parede!

Ah, apesar da pouca infra-estrutura temos mosaico no chão do banheiro!!! melhor, no chão do quadrado onde tomamos banho de balde! Para escoar a água eles fazem o piso como um funil, colam os azulejos e depois dão umas marteladas para forçá-los a aderir à forma curva do chão. Isto é... novo mas quebrado! Ai ai! O povo todo se vira em tudo!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Kdjorba - 4° dia

Entre outras cositas, fomos num concerto de Afro Rap no CCF. A Anne nos convidou e nos apresentou dois amigos franceses que estão trabalhando aqui: o Mathias e a Marion. A Anne trabalha nesse centro organizando os eventos culturais e ajudando os artistas da região. O grupo chama Kdjorba e nós gostamos do som deles, principalmente dos instrumentos africanos que não lembramos o nome. Foi legal! As letras das músicas falam de corrupção, violência doméstica, saúde, família, trabalho infantil e hipocrisia dos projetos de desenvolvimento... conhecemos esse quadro ? Infelizmente.

O trechinho abaixo é de uma música sobre o respeito com as crianças, deu nó na garganta!