... hoje foi o terceiro dia que comi omelete com pão! Tem sim uma parte disso que é se acostumar com a comida, mas é também -principalmente - por causa do calor e da quantidade que eles colocam no prato. Umas duas vezes que comemos em restaurante pedimos para colocar pouca comida, a metade do que eles colocam na tigela. Mas não sei porque eles dizem "ok" e trazem o prato cheio! Não aguento comer tudo e fico chateada de deixar comida no prato... diz a Anne que depois eles dão para alguém, mas mesmo assim fico sem graça... e então o omelete é uma opção de menor quantidade e menos "pesada" que as comidas mais comuns.
Bem, depois do omelete fomos encontrar o Youl para comprarmos a mobilete do Eric (não tem ônibus, nem táxi né!). Ele foi com a gente, é muito importante ter um "local" por perto! Preço para "branco" é diferente e como em todo lugar novo, podemos ser enrolados. Tudo ok, mas por aqui novo não quer dizer novo... são coisas diferentes! A moto zerada veio com vários arranhões e o farol rachado mas não tinha alternativa... bem, ao menos serviu pra conseguir um desconto a mais. Os arranhões, acabamentos, esses detalhes para eles não são nada, não tem a mínima importância e não tem como "reclamar"! Enfim...
Youl me mostrou a barraquinha dele e me deu de presente uma pulserinha de couro e para o Eric um chaveiro com um elefante esculpido em madeira para a nova moto! Ele faz coisas lindas e instrumentos musicais também! Podem fazer encomendas!
Em posse do nosso meio de transporte fomos atrás de Internet e já temos também um meio de comunicação! Até conseguimos falar com nossos pais por skype, mas corta bastante. Como a conexão se dá pela rede da Onatel (celular), ainda estamos testando o melhor horário, com pouca "demanda".
segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Youl - 6° dia
Passamos praticamente nosso domingo conversando com o pessoal aqui. Fomos almoçar num restô com o outro casal de brancos (o Pierre e a Anne)... arroz com molho de legumes e carne. Nos divertimos com as crianças e com um cabritinho que parou aqui no quintal.
Fomos num maquis comemorar nosso primeiro mês de casados em grande estilo e encontrar o Youl, amigo do pessoal. Ele é artesão e namora a Rosane, uma canadense da ONG Engenheiros sem Fronteiras que trabalha aqui (não a conhecemos ainda, ela está no Canadá passando férias). Foi o Youl quem ajudou o Pierre a encontrar a casa onde estamos e aproveitamos o clima para pedir a ele ajuda para procurar, quem sabe, uma alternativa... uma casa com infra-estrutura melhor. Ele se prontificou a ajudar, mas ainda bem que falamos com ele junto com o Pierre. foi sério. Ele disse "Pierre, mas você concorda com isso? Porque temos que deixar as coisas bem claras aqui, é importante que eles saibam (Eric e eu) que você pensou muito neles quando procuramos um lugar para vocês ficarem". Tudo ficou bem esclarecido e com a simpatia de sempre ele vai nos ajudar. Mesmo assim a situação parece delicada pois estamos sendo muito bem acolhidos e ajudados tanto pelo Pierre e pela Anne quanto pelo pessoal da cour familiale, e agora pelo Youl. Mas todos parecem entender que é importante também nos sentirmos bem. Vamos ver...
O Youl nos contou um monte de histórias interessantes sobre ele e no Burkina Faso. A história do pai dele é incrível! Resumidamente, ele contou que em 1940 (+ ou -) o pai dele saiu de Dédougou para fazer uma longa viagem (buscando trabalho). Acabou chegando em Bobo-Dioulasso, que nessa época foi palco de conflitos entre o povo local e os colonizadores franceses. Como represália às manifestações dos negros, os colonos franceses determinaram um toque de recolher e matariam todos os homens entre 15 e 30 anos de idade que fossem encontrados na rua durante um certo numero de dias. Chegando na cidade o pai do Youl não sabia de nada e foi logo capturado e levado para uma "prisão" onde estavam muitos homens aguardando para serem executados. Enquanto isso, o rei de Ségur (vindo do Mali) chegou na cidade em busca de seu filho, que havia partido há alguns dias e não tinha dado noticia desde então. O rei exigiu a libertação de seu filho e os guardas foram na prisão tentar localizá-lo. O fato é que o filho do rei já tinha sido executado, e "coincidentemente" o pai do Youl tinha o mesmo nome do filho do rei, assim ele foi levado pelos guardas para encontrar o rei de Ségur. Mesmo reconhecendo não se tratar de seu filho, o rei disse as guardas que o pai do Youl era seu filho, salvando assim sua vida. E assim o pai do Youl passou a adotar o nome do rei: Colibaly.
Youl também nos contou a história da mãe dele e como ela conheceu o seu pai... peripécias dignas de filme!
Fomos num maquis comemorar nosso primeiro mês de casados em grande estilo e encontrar o Youl, amigo do pessoal. Ele é artesão e namora a Rosane, uma canadense da ONG Engenheiros sem Fronteiras que trabalha aqui (não a conhecemos ainda, ela está no Canadá passando férias). Foi o Youl quem ajudou o Pierre a encontrar a casa onde estamos e aproveitamos o clima para pedir a ele ajuda para procurar, quem sabe, uma alternativa... uma casa com infra-estrutura melhor. Ele se prontificou a ajudar, mas ainda bem que falamos com ele junto com o Pierre. foi sério. Ele disse "Pierre, mas você concorda com isso? Porque temos que deixar as coisas bem claras aqui, é importante que eles saibam (Eric e eu) que você pensou muito neles quando procuramos um lugar para vocês ficarem". Tudo ficou bem esclarecido e com a simpatia de sempre ele vai nos ajudar. Mesmo assim a situação parece delicada pois estamos sendo muito bem acolhidos e ajudados tanto pelo Pierre e pela Anne quanto pelo pessoal da cour familiale, e agora pelo Youl. Mas todos parecem entender que é importante também nos sentirmos bem. Vamos ver...
O Youl nos contou um monte de histórias interessantes sobre ele e no Burkina Faso. A história do pai dele é incrível! Resumidamente, ele contou que em 1940 (+ ou -) o pai dele saiu de Dédougou para fazer uma longa viagem (buscando trabalho). Acabou chegando em Bobo-Dioulasso, que nessa época foi palco de conflitos entre o povo local e os colonizadores franceses. Como represália às manifestações dos negros, os colonos franceses determinaram um toque de recolher e matariam todos os homens entre 15 e 30 anos de idade que fossem encontrados na rua durante um certo numero de dias. Chegando na cidade o pai do Youl não sabia de nada e foi logo capturado e levado para uma "prisão" onde estavam muitos homens aguardando para serem executados. Enquanto isso, o rei de Ségur (vindo do Mali) chegou na cidade em busca de seu filho, que havia partido há alguns dias e não tinha dado noticia desde então. O rei exigiu a libertação de seu filho e os guardas foram na prisão tentar localizá-lo. O fato é que o filho do rei já tinha sido executado, e "coincidentemente" o pai do Youl tinha o mesmo nome do filho do rei, assim ele foi levado pelos guardas para encontrar o rei de Ségur. Mesmo reconhecendo não se tratar de seu filho, o rei disse as guardas que o pai do Youl era seu filho, salvando assim sua vida. E assim o pai do Youl passou a adotar o nome do rei: Colibaly.
Youl também nos contou a história da mãe dele e como ela conheceu o seu pai... peripécias dignas de filme!
sábado, 11 de julho de 2009
Chegando em Dédougou - 5° dia
Tínhamos passagem de ônibus comprada para Dédougou com saída prevista para às 8h da matina. Como tínhamos bastante bagagem e sabendo que o pessoal por aqui não é muito pontual, pedimos um táxi para às 7h. 7h... 7h10... 7h20... 7h30... e vimos que o cara não ia aparecer... e tivemos que ir atrás de um outro táxi. Já começamos o dia "aquecidos"!
Chegamos em cima da hora na rodoviária e um rapaz já foi etiquetando as malas (escrevendo na fita crepe o numero das nossas passagens). Ele foi logo dizendo que teríamos que pagar excesso de bagagem: 4000 francos (cerca de 6 euros). "Pra quem?", "Pra mim mesmo" foi a resposta. Alguns minutos depois, com algumas malas já dentro do ônibus, um senhor que parecia ser o patrão chega perguntando de quem eram todas aquelas malas! Eu disse que eram minhas e ele também disse que teríamos que pagar excesso de bagagem. Eu: "Já paguei pra ele ali..." Aí o negocio esquentou! O tal do rapaz pelo jeito tentou pegar o dinheiro pra ele, ele não tinha dado o recibo dos 4000 francos que recebeu (que nem sabíamos que era obrigatorio né?). Depois de uma discussão em língua local, eu com cara de bobo do lado, o patrão colocou o funcionário pra correr, literalmente no braço! Como se não bastasse sermos os únicos brancos do ônibus, nossas malas levaram a toda essa confusão... O ônibus estava cheio! é CHEIO! três de um lado, dois do outro, umas 12 fileiras... e no corredor, tamboretes pro pessoal em pé poder sentar. Ok, tudo devidamente abarrotado, com algumas bagagens, inclusive algumas das nossas, umas motos, bicicletas, geladeira, etc.. amarradas no teto do ônibus... enfim, saímos da rodoviária lá pelas 8h30. Uns quinze minutos depois ele pára em outro ponto de Ouaga para levar mais gente! Detalhe: antes dessa parada o bus já estava cheio, inclusive o corredor. O mais surpreendente é que o povo entra no ônibus (com a passagem paga na mão), vê que não tem lugar, dá risada, põe a mala no primeiro espaço que encontra e senta em cima. Não vimos ninguém reclamando... deve ser normal! O esquema é comprar com antecedência, pois os lugares não são marcados mas os passageiros entram no ônibus por ordem de reserva. O engraçado também é que eles chamam os passageiros pelo nome!
No caminho para Dédougou? A pobreza no seu limite extremo, crianças trabalhando no campo e árvores lindas. Tivemos uma parada em Koudougou e comemos sanduíche de abacate com cebola e ovo cozido... acreditem: é gostoso!
Chegamos em Dédougou por volta das 14h e o Pierre estava com a Francine (nossa nova vizinha) nos esperando. E desce bagagem... baú, geladeira, bicicleta, etc... agrupadas as malas eu tive a ingenuidade de perguntar por um táxi. A resposta foi uma risada "aqui não tem disso não!" PS: mais tarde a Francine disse "em Ouaga sim tem táxi de verdade!" A solução: chamamos um cara pra levar nossa "mudança" num carrinho de mão. E de novo ficamos com cara de bobos, o cara era um armário e pagava as malas como se fossem travesseiros, inclusive o baú de ferro que sofremos pra carregar a dois! Ele puxou na mão o carro de mão por uns 3 Km num sol de 40°! Discutindo o preço ele ainda manda essa: "sobe todo mundo que eu levo por 2000!" (3 euros). Bem, não foi preciso pois foram nos buscar de moto! Ufa!
Chegando na cour familiale a Francine tinha preparado o tô uma espécie de angu branco com dois molhos (?)... foi a primeira vez que a Ju comeu com a mão! Caiu bem no frescor dos 40° depois da viagem tranquila! Fomos muito bem recebidos pela família e pela cadela (que se chama "Paciência"). Foi até difícil de retribuir o acolhimento e a alegria deles, pois quando chegamos nos demos conta (não totalmente surpresos) de que apesar de a casa ser nova, recentemente construída, não tem água corrente, nem banheiro e nem cozinha. Como se trata de uma cour familiale "tradicional" no terreno entre a nossa casa e a deles tem um cercadinho com uma fossa, que seria o banheiro e uma casinha (dessa vez com telhado) com uma espécie de fogão a lenha. Pelo momento ficamos por aqui porque esse assunto é delicado, decidimos procurar um outro lugar para ficar mas estamos sem graça de sair daqui depois de tão caloroso acolhimento e do bom clima com a família e com o Pierre que havia "escolhido" essa casa pra gente dividir.
Continuando nossa chegada, fomos comprar nosso colchão, mosqueteiro e ventilador - kit básico de sobrevivência! Fomos acompanhados pelo Pierre, pela Anne e também pela Francine e pelo SamSum (seu cunhado que também mora na cour). E ainda mais que em Ouaga (que é uma cidade maior e onde tem mais brancos) chamamos bastante atenção na rua! Todo mundo vem falar, cumprimentar e desejar boas-vindas! Os mais velhos vem mesmo falando na língua local e o povo se diverte com a gente tentando repetir o que eles dizem! Realmente impressionante! Com a ajuda dos "locais" foi tudo mais fácil de resolver e logo voltamos para casa com a "urgência" resolvida!
Bem... para fixar o mosqueteiro, perguntei para o Pierre como ele tinha feito e ele disse "na mão". Então pega gancho e gira, gira, gira...depois de meia hora os ganchos na parede com uma ajudinha do esparadrapo! Boa a parede!
Ah, apesar da pouca infra-estrutura temos mosaico no chão do banheiro!!! melhor, no chão do quadrado onde tomamos banho de balde! Para escoar a água eles fazem o piso como um funil, colam os azulejos e depois dão umas marteladas para forçá-los a aderir à forma curva do chão. Isto é... novo mas quebrado! Ai ai! O povo todo se vira em tudo!
Chegamos em cima da hora na rodoviária e um rapaz já foi etiquetando as malas (escrevendo na fita crepe o numero das nossas passagens). Ele foi logo dizendo que teríamos que pagar excesso de bagagem: 4000 francos (cerca de 6 euros). "Pra quem?", "Pra mim mesmo" foi a resposta. Alguns minutos depois, com algumas malas já dentro do ônibus, um senhor que parecia ser o patrão chega perguntando de quem eram todas aquelas malas! Eu disse que eram minhas e ele também disse que teríamos que pagar excesso de bagagem. Eu: "Já paguei pra ele ali..." Aí o negocio esquentou! O tal do rapaz pelo jeito tentou pegar o dinheiro pra ele, ele não tinha dado o recibo dos 4000 francos que recebeu (que nem sabíamos que era obrigatorio né?). Depois de uma discussão em língua local, eu com cara de bobo do lado, o patrão colocou o funcionário pra correr, literalmente no braço! Como se não bastasse sermos os únicos brancos do ônibus, nossas malas levaram a toda essa confusão... O ônibus estava cheio! é CHEIO! três de um lado, dois do outro, umas 12 fileiras... e no corredor, tamboretes pro pessoal em pé poder sentar. Ok, tudo devidamente abarrotado, com algumas bagagens, inclusive algumas das nossas, umas motos, bicicletas, geladeira, etc.. amarradas no teto do ônibus... enfim, saímos da rodoviária lá pelas 8h30. Uns quinze minutos depois ele pára em outro ponto de Ouaga para levar mais gente! Detalhe: antes dessa parada o bus já estava cheio, inclusive o corredor. O mais surpreendente é que o povo entra no ônibus (com a passagem paga na mão), vê que não tem lugar, dá risada, põe a mala no primeiro espaço que encontra e senta em cima. Não vimos ninguém reclamando... deve ser normal! O esquema é comprar com antecedência, pois os lugares não são marcados mas os passageiros entram no ônibus por ordem de reserva. O engraçado também é que eles chamam os passageiros pelo nome!
No caminho para Dédougou? A pobreza no seu limite extremo, crianças trabalhando no campo e árvores lindas. Tivemos uma parada em Koudougou e comemos sanduíche de abacate com cebola e ovo cozido... acreditem: é gostoso!
Chegamos em Dédougou por volta das 14h e o Pierre estava com a Francine (nossa nova vizinha) nos esperando. E desce bagagem... baú, geladeira, bicicleta, etc... agrupadas as malas eu tive a ingenuidade de perguntar por um táxi. A resposta foi uma risada "aqui não tem disso não!" PS: mais tarde a Francine disse "em Ouaga sim tem táxi de verdade!" A solução: chamamos um cara pra levar nossa "mudança" num carrinho de mão. E de novo ficamos com cara de bobos, o cara era um armário e pagava as malas como se fossem travesseiros, inclusive o baú de ferro que sofremos pra carregar a dois! Ele puxou na mão o carro de mão por uns 3 Km num sol de 40°! Discutindo o preço ele ainda manda essa: "sobe todo mundo que eu levo por 2000!" (3 euros). Bem, não foi preciso pois foram nos buscar de moto! Ufa!
Chegando na cour familiale a Francine tinha preparado o tô uma espécie de angu branco com dois molhos (?)... foi a primeira vez que a Ju comeu com a mão! Caiu bem no frescor dos 40° depois da viagem tranquila! Fomos muito bem recebidos pela família e pela cadela (que se chama "Paciência"). Foi até difícil de retribuir o acolhimento e a alegria deles, pois quando chegamos nos demos conta (não totalmente surpresos) de que apesar de a casa ser nova, recentemente construída, não tem água corrente, nem banheiro e nem cozinha. Como se trata de uma cour familiale "tradicional" no terreno entre a nossa casa e a deles tem um cercadinho com uma fossa, que seria o banheiro e uma casinha (dessa vez com telhado) com uma espécie de fogão a lenha. Pelo momento ficamos por aqui porque esse assunto é delicado, decidimos procurar um outro lugar para ficar mas estamos sem graça de sair daqui depois de tão caloroso acolhimento e do bom clima com a família e com o Pierre que havia "escolhido" essa casa pra gente dividir.
Continuando nossa chegada, fomos comprar nosso colchão, mosqueteiro e ventilador - kit básico de sobrevivência! Fomos acompanhados pelo Pierre, pela Anne e também pela Francine e pelo SamSum (seu cunhado que também mora na cour). E ainda mais que em Ouaga (que é uma cidade maior e onde tem mais brancos) chamamos bastante atenção na rua! Todo mundo vem falar, cumprimentar e desejar boas-vindas! Os mais velhos vem mesmo falando na língua local e o povo se diverte com a gente tentando repetir o que eles dizem! Realmente impressionante! Com a ajuda dos "locais" foi tudo mais fácil de resolver e logo voltamos para casa com a "urgência" resolvida!
Bem... para fixar o mosqueteiro, perguntei para o Pierre como ele tinha feito e ele disse "na mão". Então pega gancho e gira, gira, gira...depois de meia hora os ganchos na parede com uma ajudinha do esparadrapo! Boa a parede!
Ah, apesar da pouca infra-estrutura temos mosaico no chão do banheiro!!! melhor, no chão do quadrado onde tomamos banho de balde! Para escoar a água eles fazem o piso como um funil, colam os azulejos e depois dão umas marteladas para forçá-los a aderir à forma curva do chão. Isto é... novo mas quebrado! Ai ai! O povo todo se vira em tudo!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Kdjorba - 4° dia
Entre outras cositas, fomos num concerto de Afro Rap no CCF. A Anne nos convidou e nos apresentou dois amigos franceses que estão trabalhando aqui: o Mathias e a Marion. A Anne trabalha nesse centro organizando os eventos culturais e ajudando os artistas da região. O grupo chama Kdjorba e nós gostamos do som deles, principalmente dos instrumentos africanos que não lembramos o nome. Foi legal! As letras das músicas falam de corrupção, violência doméstica, saúde, família, trabalho infantil e hipocrisia dos projetos de desenvolvimento... conhecemos esse quadro né? Infelizmente.
O trechinho abaixo é de uma música sobre o respeito com as crianças, deu nó na garganta!
O trechinho abaixo é de uma música sobre o respeito com as crianças, deu nó na garganta!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Burkina NTIC - 3° dia
Hoje foi um dia de muitas informações e contato com os burquinabeses!
O Pierre saiu cedo para Dédougou. De manhã veio em casa a moça que vem lavar a roupa deles com a sua bebê (8 meses) e a sua irmã mais nova (uns 13 anos). Quando a Justine (mãe) trocou a fralda da Francesca, percebi que ela tinha uma cordinha de palha na cintura, como se fosse um cinto. Justine explicou que essa corda é colocada nos bebês assim que eles nascem e eles usam durante todo o período que estão amamentando. Se entendi bem (porque às vezes é difícil entender o francês deles) o cordão é usado para que o ciclo menstrual da mãe volte ao normal e o seu organismo funcione bem enquanto ela amamenta sem perder muita força.
Fomos no CCF - Centro Cultural Francês - encontrar o Florent, o Will e o Richard para entregar os presentes que a Fany pediu (colega do trabalho do Eric que morou aqui 2 anos). Foi um papo muito legal e eles foram muito simpáticos com a gente, acho que vamos nos encontrar mais vezes quando estivermos aqui em Ouaga.
No final da tarde tivemos um encontro com o Professor Silvestre, ele trabalha na Universidade de Ouagadoudou e é o coordenador do Burkina-NTIC, um portal sobre o uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação em Agricultura, Meio Ambiente, Saúde, Educação, etc. Nos encontramos num posto de gasolina e ele nos levou para a sede de carro. Nos reunimos com ele e a Roukiahou, que deve ser a secretária dele. Foi um papo muito bom, ele deu importantes dicas para o Eric, falou um pouco de sua experiência e se colocou totalmente à disposição para ajudá-lo. Além de ser professor universitário, ele está muito bem informado sobre a realidade dos agricultores e recebe muitos pesquisadores de fora, isto é, uma pessoa que pode ajudar muito no trabalho que viemos fazer. Ele é muito simpático, acessível e sem vaidades. Eric estava um pouco tenso antes dessa reunião mas a conversa fluiu muito bem com ele. Nos sentimos tão à vontade que eu também aproveitei a ocasião para falar do meu trabalho e que gostaria de ajudar em alguma coisa. O retorno foi mais que positivo, ele me convidou para fazer oficinas com os professores sobre a minha experiência de uso das TIC e me convidou para participar da lista de discussão deles. Ele nos passou o contato de pessoas interessantes tanto para o trabalho do Eric quanto para o meu e nos apresentou para o professor que coordena os trabalhos sobre educação do portal. Enfim, fomos muito bem recebidos e sentimos que as portas realmente estão abertas para trocarmos experiências.
Foi um dia de muita informação e descoberta. Aprendemos um pouquinho mais cada vez que conversamos com alguém daqui, uma simples resposta já nos dá um "sacode", acho que temos muito o que aprender com esse povo, mais do que eles poderiam conosco! As pessoas são muito simples e acessíveis.
Algumas do dia: o professor foi nos buscar no posto de gasolina com o carro dele, um carro antigo que estava sem o banco de trás. Ele disse que ia chamar alguém pra vir buscar o Eric e ele me levava de carro; falamos que não era necessário e ele deu um jeito para o Eric sentar. Mas, à noite, quando saímos da sede tinha um rapazinho colocando o banco no carro. Tenho pra mim que enquanto conversávamos com os outros professores ele providenciou o banco para nos deixar em casa e nos deixou bem na porta! Demais né?
No papo de volta pra casa ele nos explicou como funcionam os táxis aqui. Não tem outra forma para andarmos por aqui e não é fácil! Os motoristas perguntam para onde vamos, alguns dizem simplesmente que não vão nos levar e outros cobram muito caro e isso às vezes depende se pegam estrada de terra ou não. O Professor Silvetre nos explicou que para o serviço ficar mais barato, Ouaga foi dividida em eixos e que os táxis fazem caminhos específicos dentro desses eixos, como uma linha de ônibus. Por isso, eles vão parando até encher o carro, podem recusar de te levar e cobram preços diferentes... para nós brancos geralmente é mais caro, temos que negociar o tempo todo com eles.
Hoje, enquanto esperávamos um táxi demos uma caixa de chiclete para um garotinho, não tinham muitos mas ele ficou contente, abriu a caixa e mordeu só um pedacinho! Umas crianças também vieram pedir para tirar fotos delas, felizes da vida!
O Pierre saiu cedo para Dédougou. De manhã veio em casa a moça que vem lavar a roupa deles com a sua bebê (8 meses) e a sua irmã mais nova (uns 13 anos). Quando a Justine (mãe) trocou a fralda da Francesca, percebi que ela tinha uma cordinha de palha na cintura, como se fosse um cinto. Justine explicou que essa corda é colocada nos bebês assim que eles nascem e eles usam durante todo o período que estão amamentando. Se entendi bem (porque às vezes é difícil entender o francês deles) o cordão é usado para que o ciclo menstrual da mãe volte ao normal e o seu organismo funcione bem enquanto ela amamenta sem perder muita força.
Fomos no CCF - Centro Cultural Francês - encontrar o Florent, o Will e o Richard para entregar os presentes que a Fany pediu (colega do trabalho do Eric que morou aqui 2 anos). Foi um papo muito legal e eles foram muito simpáticos com a gente, acho que vamos nos encontrar mais vezes quando estivermos aqui em Ouaga.
No final da tarde tivemos um encontro com o Professor Silvestre, ele trabalha na Universidade de Ouagadoudou e é o coordenador do Burkina-NTIC, um portal sobre o uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação em Agricultura, Meio Ambiente, Saúde, Educação, etc. Nos encontramos num posto de gasolina e ele nos levou para a sede de carro. Nos reunimos com ele e a Roukiahou, que deve ser a secretária dele. Foi um papo muito bom, ele deu importantes dicas para o Eric, falou um pouco de sua experiência e se colocou totalmente à disposição para ajudá-lo. Além de ser professor universitário, ele está muito bem informado sobre a realidade dos agricultores e recebe muitos pesquisadores de fora, isto é, uma pessoa que pode ajudar muito no trabalho que viemos fazer. Ele é muito simpático, acessível e sem vaidades. Eric estava um pouco tenso antes dessa reunião mas a conversa fluiu muito bem com ele. Nos sentimos tão à vontade que eu também aproveitei a ocasião para falar do meu trabalho e que gostaria de ajudar em alguma coisa. O retorno foi mais que positivo, ele me convidou para fazer oficinas com os professores sobre a minha experiência de uso das TIC e me convidou para participar da lista de discussão deles. Ele nos passou o contato de pessoas interessantes tanto para o trabalho do Eric quanto para o meu e nos apresentou para o professor que coordena os trabalhos sobre educação do portal. Enfim, fomos muito bem recebidos e sentimos que as portas realmente estão abertas para trocarmos experiências.
Foi um dia de muita informação e descoberta. Aprendemos um pouquinho mais cada vez que conversamos com alguém daqui, uma simples resposta já nos dá um "sacode", acho que temos muito o que aprender com esse povo, mais do que eles poderiam conosco! As pessoas são muito simples e acessíveis.
Algumas do dia: o professor foi nos buscar no posto de gasolina com o carro dele, um carro antigo que estava sem o banco de trás. Ele disse que ia chamar alguém pra vir buscar o Eric e ele me levava de carro; falamos que não era necessário e ele deu um jeito para o Eric sentar. Mas, à noite, quando saímos da sede tinha um rapazinho colocando o banco no carro. Tenho pra mim que enquanto conversávamos com os outros professores ele providenciou o banco para nos deixar em casa e nos deixou bem na porta! Demais né?
No papo de volta pra casa ele nos explicou como funcionam os táxis aqui. Não tem outra forma para andarmos por aqui e não é fácil! Os motoristas perguntam para onde vamos, alguns dizem simplesmente que não vão nos levar e outros cobram muito caro e isso às vezes depende se pegam estrada de terra ou não. O Professor Silvetre nos explicou que para o serviço ficar mais barato, Ouaga foi dividida em eixos e que os táxis fazem caminhos específicos dentro desses eixos, como uma linha de ônibus. Por isso, eles vão parando até encher o carro, podem recusar de te levar e cobram preços diferentes... para nós brancos geralmente é mais caro, temos que negociar o tempo todo com eles.
Hoje, enquanto esperávamos um táxi demos uma caixa de chiclete para um garotinho, não tinham muitos mas ele ficou contente, abriu a caixa e mordeu só um pedacinho! Umas crianças também vieram pedir para tirar fotos delas, felizes da vida!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Riz gras, Telecel e Albatroz - 2° dia
Também choveu bastante de manhã. Pierre e Anne saíram para trabalhar e nós ficamos dormindo, dormimos muuito bem com o barulho e o frescor da chuva! Saímos com a Anne e com o Pierre para almoçar perto de casa, num restaurante senegalês. O nosso primeiro prato foi o "riz gras", um prato à base de arroz (riz) e com molho de legumes e peixe. Não tivemos alternativa de pratos vegetarianos e então separamos o peixe. O restaurante é bem simples e a comida também.
Voltamos para casa, ajudamos a escoar um pouco a água da varanda, o sol já estava voltando e em poucas horas tudo já estava seco. A tarde saímos para resolver coisas práticas, Eric foi na garupa do Pierre e eu na da Annne, eles foram trabalhar e nós andamos pelo centro da cidade e compramos nosso chip de celular na operadora Telecel, nossos números são:
Ju: (00 XX 226) 78 71 30 24
Eric: (00 XX 226) 78 71 30 25
O povo na rua é bem simpático, as pessoas se cumprimentam, brincam e não tem como passar despercebidos. Nós somos os "nasaras" (os brancos), alguns gritam "bonjour nasara", outros "Sarkozy ou Obama?" ... enfim... nós 4 juntos então chamamos atenção!
A cidade tem mais infra-estrutura do que pensávamos. Tem bastante carros nas ruas, algumas são asfaltadas, tem hotéis, lojas, etc. até fomos na Oficina de Turismo! Vimos bastante meninos e rapazes com a camisa da seleção brasileira. Tem muita moto/mobilete na rua e as mulheres dirigem bastante por aqui!
Tem um menininho aqui que é nosso vizinho, ele fica no muro quando estamos em casa e de manhã e a tarde ele veio falar com a gente. Perguntamos o nome dele mas não nos entendemos muito, parece que ele não entende francês ainda e nós não entendemos o Mooré (língua local da região de Ouaga).
Andamos um bocado, mas não tiramos fotos, estamos "descansando" e ainda sentindo o clima. Passamos por exemplo por prédios administrativos/públicos (Assembléia Nacional, residência presidencial, etc) mas nós não pudemos tirar fotos, os guardas ficam em cima. Voltamos para casa de táxi, eles são verdes e bastante "usados", isto é, todos caindo aos cacos, "taxímetro" nem pensar! O cara levou a gente até o limite do asfalto e disse que para pegar as ruas de terra era mais caro ... andamos mais um pouquinho então! Sem contar que no meio da corrida ele parou para as pessoas que faziam sinal, para saber se elas queriam fazer o mesmo trajeto.
Depois que a Anne chegou em casa, à noite, fomos jantar no Albatroz! Um restô muito bonitinho, comemos no jardim e até tinha vela na mesa com direito a espanta mosquito e tudo. A descoberta foi o Aloco uma espécie de banana frita e arroz com abacaxi! Muito bom!!!
Bem! Boa noite!
Voltamos para casa, ajudamos a escoar um pouco a água da varanda, o sol já estava voltando e em poucas horas tudo já estava seco. A tarde saímos para resolver coisas práticas, Eric foi na garupa do Pierre e eu na da Annne, eles foram trabalhar e nós andamos pelo centro da cidade e compramos nosso chip de celular na operadora Telecel, nossos números são:
Ju: (00 XX 226) 78 71 30 24
Eric: (00 XX 226) 78 71 30 25
O povo na rua é bem simpático, as pessoas se cumprimentam, brincam e não tem como passar despercebidos. Nós somos os "nasaras" (os brancos), alguns gritam "bonjour nasara", outros "Sarkozy ou Obama?" ... enfim... nós 4 juntos então chamamos atenção!
A cidade tem mais infra-estrutura do que pensávamos. Tem bastante carros nas ruas, algumas são asfaltadas, tem hotéis, lojas, etc. até fomos na Oficina de Turismo! Vimos bastante meninos e rapazes com a camisa da seleção brasileira. Tem muita moto/mobilete na rua e as mulheres dirigem bastante por aqui!
Tem um menininho aqui que é nosso vizinho, ele fica no muro quando estamos em casa e de manhã e a tarde ele veio falar com a gente. Perguntamos o nome dele mas não nos entendemos muito, parece que ele não entende francês ainda e nós não entendemos o Mooré (língua local da região de Ouaga).
Andamos um bocado, mas não tiramos fotos, estamos "descansando" e ainda sentindo o clima. Passamos por exemplo por prédios administrativos/públicos (Assembléia Nacional, residência presidencial, etc) mas nós não pudemos tirar fotos, os guardas ficam em cima. Voltamos para casa de táxi, eles são verdes e bastante "usados", isto é, todos caindo aos cacos, "taxímetro" nem pensar! O cara levou a gente até o limite do asfalto e disse que para pegar as ruas de terra era mais caro ... andamos mais um pouquinho então! Sem contar que no meio da corrida ele parou para as pessoas que faziam sinal, para saber se elas queriam fazer o mesmo trajeto.
Depois que a Anne chegou em casa, à noite, fomos jantar no Albatroz! Um restô muito bonitinho, comemos no jardim e até tinha vela na mesa com direito a espanta mosquito e tudo. A descoberta foi o Aloco uma espécie de banana frita e arroz com abacaxi! Muito bom!!!
Bem! Boa noite!
terça-feira, 7 de julho de 2009
O cesto de Djerba - 1° dia
O cesto de Djerba é de palha e ele resume bem nossa saida de Paris! Quando o taxi chegou de manhã cedo para nos buscar o cesto ainda estava cheio de coisas que deveriam entrar nas malas, mas não cabia mais nada! Não deu tempo de procurar espaço e então fomos com ele cheio inclusive com o nosso café da manhã para o aeroporto! Chegamos com tempo e fomos pesar as malas e, como era de se esperar, elas estavam acima do peso permitido. Então compramos mais uma mala na hora e coube tudo!
A viagem foi tranquila, também, depois dos dias seguidos de correria so' deu para dormir quase o tempo todo! Tivemos uma parada em Niamey, capital de Niger, e chegamos em Ouagadougou por volta das 16h com 37° na sombra! Bem, ainda na fila da Policia um brasileiro escutou
a gente falando em Português, um senhor que trabalha na Embraer em Paris. Ele ficou meio espantado quando contamos que vamos ficar por 6 meses! Ele veio para reuniões e volta na quinta-feira. Foi engraçado, até em Burkina Faso encontramos brasileiros!
O Pierre (francês que esta' fazendo um trabalho para a Farm) ja' estava la' esperando a gente, ele foi muito legal! Na saida, apareceram de repente uns 5 caras oferecendo ajuda, vendendo chip de celular, brinquedinhos, pedindo dinheiro, a caneta, etc. Pegamos um taxi totalmente fora do padrão: mala na frente e atras e "vambora"! Para-brisa todo rachado, algumas emendas nos bancos e muita poeira! O Pierre foi na frente de moto. O trabalho dele é em Dédougou mas ele vem para Ouga por causa da Anne, sua namorida. Nos vamos ficar na casa deles aqui em Ouaga.
No trajeto do aeroporto para casa ja' deu pra sentir um pouco onde estamos, passamos por uma avenida grande e nela vende-se de tudo: fruta, milho, carne (sim, vimos uns homenes com pedaços de carne dentro de caixas de papelão), toalha de banho, etc. Vimos mulheres e crianças carrengando bacias na cabeça, cachorro, galinha, cabra, etc. Depois de deixar as malas nos sentamos um pouco na varanda para conversar. Pierre saiu porque tinha um compromisso com a Anne e nós ficamos dormindo. Acordamos com a chuva, mas é C H U V A, não chuva, chuva mesmo, chuvaaaaaa, pensamos que a casa ia desmontar com a ventania, ficamos um tempinho sem luz, mas ela vem e volta.
Pierre e Anne chegaram por volta das 21h ensopados e por causa da chuva decidimos comer em casa e depois de mais um papo fomos dormir bem cansados!
Dizem que se chove no dia em que chegamos é bom, traz boa sorte, quer dizer que estamos trazendo "coisa boa", agua, comida, frescor :)
A viagem foi tranquila, também, depois dos dias seguidos de correria so' deu para dormir quase o tempo todo! Tivemos uma parada em Niamey, capital de Niger, e chegamos em Ouagadougou por volta das 16h com 37° na sombra! Bem, ainda na fila da Policia um brasileiro escutou
a gente falando em Português, um senhor que trabalha na Embraer em Paris. Ele ficou meio espantado quando contamos que vamos ficar por 6 meses! Ele veio para reuniões e volta na quinta-feira. Foi engraçado, até em Burkina Faso encontramos brasileiros!
O Pierre (francês que esta' fazendo um trabalho para a Farm) ja' estava la' esperando a gente, ele foi muito legal! Na saida, apareceram de repente uns 5 caras oferecendo ajuda, vendendo chip de celular, brinquedinhos, pedindo dinheiro, a caneta, etc. Pegamos um taxi totalmente fora do padrão: mala na frente e atras e "vambora"! Para-brisa todo rachado, algumas emendas nos bancos e muita poeira! O Pierre foi na frente de moto. O trabalho dele é em Dédougou mas ele vem para Ouga por causa da Anne, sua namorida. Nos vamos ficar na casa deles aqui em Ouaga.
No trajeto do aeroporto para casa ja' deu pra sentir um pouco onde estamos, passamos por uma avenida grande e nela vende-se de tudo: fruta, milho, carne (sim, vimos uns homenes com pedaços de carne dentro de caixas de papelão), toalha de banho, etc. Vimos mulheres e crianças carrengando bacias na cabeça, cachorro, galinha, cabra, etc. Depois de deixar as malas nos sentamos um pouco na varanda para conversar. Pierre saiu porque tinha um compromisso com a Anne e nós ficamos dormindo. Acordamos com a chuva, mas é C H U V A, não chuva, chuva mesmo, chuvaaaaaa, pensamos que a casa ia desmontar com a ventania, ficamos um tempinho sem luz, mas ela vem e volta.
Pierre e Anne chegaram por volta das 21h ensopados e por causa da chuva decidimos comer em casa e depois de mais um papo fomos dormir bem cansados!
Dizem que se chove no dia em que chegamos é bom, traz boa sorte, quer dizer que estamos trazendo "coisa boa", agua, comida, frescor :)
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